Edmundo Migliaccio

Edmundo Migliaccio ou apenas Migliaccio consagrou-se como pintor neoclássico, destacando-se como retratista, onde estudou no Liceu de Artes e Ofícios e no Instituto Profissional Masculino do Brás, em São Paulo.

Sua inspiração por Rembrandt esta evidente em suas obras, nas quais o contraste luz e sombra evocam profundidade e espiritualidade. Pintor de inúmeras telas dentre elas as três, “Jesus Crucificado”, “Assunção de Nossa Senhora” e “Imaculada Conceição”, que se encontram no interior da Basílica Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Caconde, com destaque também a “Apóstolo São Paulo”, que figura na Câmara Municipal de São Paulo, e “O Sertanista”, no Acervo do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Era filho dos imigrantes italianos Domingos Migliaccio e Santa Frontieri. Aos quatro anos de idade despontava-se como uma criança observadora e atirada.

Auto Retrato de Edmundo Migliaccio

O cérebro parecia registrar em altíssima freqüência todos os detalhes à sua volta. Na adolescência, decorava os muros nas ruas de sua cidade natal. Suas criações encerravam grande sensibilidade artística e prodigiosa inteligência. Não demoraria muito e o pequeno gênio trocaria o carvão e o lápis pelo pincel. E foi o que aconteceu quando deixou Caconde para buscar, na Escola Profissional, o aprimoramento artístico.

Auto Retrato de Edmundo Migliaccio

Os esboços nasciam de sua notável capacidade criadora, até mesmo, nos momentos mais inusitados. “Na hora do almoço, por exemplo, as extremidades da toalha de mesa emprestavam vida a um preto velho meditando ou a uma cigana descortinando o futuro”, lembra a artista plástica Eliana Migliaccio Mantovani.

Auto Retrato de Edmundo Migliaccio

No ateliê da vida real, a nobre Josefina Luzzi pintava, no coração do esposo Migliaccio, cariciosos quadros de ternura. Teve com Josefina três filhos, Joval, Jurema e Rubens. A “genialidade” fazia contrastar a magnificência do divino com a nobreza dos traços peculiares das figuras históricas retratadas na época. Pintou também, a tela “O Sertanista” para o Palácio dos Bandeirantes, na gestão Laudo Natel.

Auto Retrato de Edmundo Migliaccio

É, atualmente, importante peça do patrimônio cultural do estado de São Paulo. Preto Velho, 1964 – OST Na década de 1960, o artista, recebeu no Salão de Belas Artes, a visita do então governador Reynaldo de Barros. Vale ressaltar que naquele mesmo espaço, dedicado às artes, foi condecorado, em 1938, com Menção Honrosa; Medalha de Bronze, em 1941; Pequena Medalha de Prata, em 1947; Grande Medalha de Prata, em 1962; Pequena Medalha de Ouro, em 1963; Grande Medalha de Ouro, em 1983.

Auto Retrato de Edmundo Migliaccio

Uma de suas mais famosas pinturas encontra-se exposta, na cidade de Chicago, Estados Unidos da América. Trata-se de um “Preto Velho” sentado à mesa; cachimbo à boca; vinho na taça; garrafão quase vazio. A cesta de taquaras recostada à parede do casebre e a moringa d’água; as beterrabas e os tomates próximos a uma bandeja de peixes, incorporam outro ângulo da cena.

Auto Retrato de Edmundo Migliaccio

A faca, na parte posterior direita da mesa, parece esperar a hábil mão do preto velho acostumada à arte de descascar legumes. Os olhos parados no vácuo refletem a imagem da alma tranquila.

Edmundo faleceu aos 80 anos, após ter conquistado grande fama nacional e internacional. Funcionário público, Professor na Escola Getúlio Vargas, depois de aposentado lecionava no seu ateliê na Mooca. Teve como alunos grandes artistas de renome no Brasil como Anna Cortazzio, Octavio Ferreira de Araújo, Salvador Rodrigues Junior, Luiz Sacilotto, entre outros.

Hugo Mazzilli, médico e ex-prefeito de Caconde, encaminhou à Câmara Municipal de São Paulo projeto solicitando a aprovação do nome do artista a uma praça da capital. Tércio Chagas, vereador, cuidou para que a proposição tivesse parecer favorável. Jânio da Silva Quadros, na ocasião, respondia pela pasta de chefe do executivo paulista. Coube a ele a publicação do decreto legislativo no Diário Oficial do Estado. A partir dali, a quadra 083/AR, ladeada pelas avenidas Salim Farah Maluf e David Zeiger, na Mooca, passou a denominar-se Praça Edmundo Migliaccio. Em sua cidade natal, Caconde, um edifício secular lhe foi dedicado como “Casa da Cultura Edmundo Migliaccio”.

Casa da Cultura Edmundo Migliaccio

Árabes por Edmundo Migliaccio

Cenas por Edmundo Migliaccio

Ciganos por Edmundo Migliaccio

Gravuras por Edmundo Migliaccio

Gravuras por Edmundo Migliaccio

Mulheres por Edmundo Migliaccio

Obras Sacras por Edmundo Migliaccio

Paisagens por Edmundo Migliaccio

Pastéis por Edmundo Migliaccio

Preto e Branco por Edmundo Migliaccio

Preto Velho por Edmundo Migliaccio

Principais Obras de Edmundo Migliaccio

Artigos Relacionados

thumbnail
hover

Nike Inc.

Quem conhece a Nike deseja seus produtos e, dificilmente alguém que não a conheça, pois é a maior empresa em venda de material desportiv...

thumbnail
hover

Clara Alice Pantaleão Ribeiro

Clara Alice Pantaleão Ribeiro ama a arte e o design e tem andamento na graduação em Artes Visuais - Design Gráfico na Universidade Feder...

thumbnail
hover

Daniel Marx

Daniel Marques da Costa ou como conhecido Daniel Marx é pós graduado em criação publicitária e planejamento de propaganda, com formaç...