Aquarela Obra de Antonio Carlos Mongiardim Gomes Saraiva ⋆ CAP 96878246

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Especificações
Título do ItemAquarela
Registro CAP Nº96878246
Tipo de ItemQuadro
Disponível para: venda
Autoria / MarcaCarlos Saraiva
Medidas100x150x15cm
Material UtilizadoÓleo Sobre Tela
Proprietário(a) atualAntonio Carlos Mongiardim Gomes Saraiva
Localização AtualBrasil
Conectividade CAPQR | NFC
Código Estadual508.183.459/2930
Selo Codificado em Barras42227200352
Código QR Externo*0000050*
Código de CoresA consultar...
Código do Solicitante01010011 01100001...
Descrição

CAP 96878246 – Aquarela – Antonio Carlos Mongiardim Gomes Saraiva

Declaração do Proprietário:

Esta obra gestual é sobre as cores, formas e ritmos do Brasil, numa perspectiva pictórica, segundo o seu idealizador. Ela foi composta gestualmente, como uma descarga produzida no momento e baseada na experiência e percepção adquiridas pelo artista e expressas através das cores, formas e pinceladas rápidas.

Sobre o autor:

Carlos Saraiva
As paisagens mentais
O mestre espanhol Pablo Picasso já alertava que “A arte torna-se uma mentira que nos faz ver a realidade”. Em poucos casos a máxima é tão verdadeira quanto na pintura do português Carlos Saraiva. Em suas telas, a realidade é apenas o ponto de partida para uma distorção pictórica e visual que obriga o fruidor a ver o mundo circundante com novos olhos.

Nesse processo, quando o observador tira os olhos da tela, percebe que a fatia que consegue captar do mundo é ínfima. Apenas ampliando seus sentidos, como ocorre por meio da arte, ele consegue captar filigranas de sonho e de fantasia num mundo que tantas vezes se revela árduo e intransponível à sensibilidade e à inteligência.

Nascido em Lisboa, Portugal, em 9 de setembro de 1957, Saraiva, filho de um oficial do exército português, viajou pelas províncias ultramarinas lusas, até o falecimento do pai, em 1967. Acumulou assim passagens de três anos na Índia e cinco anos em Angola, além de períodos passados no Egito, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
Saraiva viajou ainda pelos Estados Unidos, Finlândia, Espanha, França, Itália e Tunísia, acumulando um amplo repertório. Embora demonstrasse talento para o desenho, ele confessa que nunca pensou em ser artista plástico. Talvez por isso, sua carreira começou apenas, em 1982, em Portugal.

Oito anos depois, casou-se com uma brasileira, passando a morar no Brasil, em Mogi das Cruzes, SP, definitivamente, a partir de 1995. Paralelamente ao seu trabalho com as tintas, Saraiva é professor de artes marciais (Karate-do). “Ele é minha filosofia de vida. Procuro nele o equilíbrio e a energia necessárias para toda a minha conduta e minha carreira artística, principalmente no que diz respeito à criatividade”, afirma.

Nas primeiras exposições, quando o artista apresentava um trabalho mais figurativo e com grande apelo a questões ligadas à natureza, ele teve como maior incentivador o dramaturgo e romancista português Romeu Correia, que escreveu: “O verde e o castanho escuro estão sempre presentes em sua obra, lembrando o afeto pelo reino vegetal e pela terra-mãe.”

Correia define Saraiva como “criador de paisagens mais mentais que observadas”. A afirmação permanece atual, embora o artista realiza hoje um trabalho mais conceitual, enraizado e vivido pelas experiências pessoais, geralmente levadas à tela em pinceladas gestuais e rápidas. “São descargas emanadas em momentos aleatórios. Não há projetos pré-definidos e a fluidez dos traços é orientada para uma conclusão através de estímulos”, diz. “À medida que vou pintando, componho as cores e traços, procurando uma harmonia satisfatória.”

O próprio Saraiva relaciona seus pincéis com outras artes, como as partituras. “Presumo que esse processo seja semelhante ao vivido por aquele que compõe música”, declara. E também com a literatura: “Depois de concluir a obra, faço uma releitura do trabalho e quase sempre escrevo algo sobre o que fiz.”

Brota de todo esse compromisso artístico com a qualidade, a beleza e a expressão um estilo contemporâneo, que Saraiva chama de “expressionismo gestual (abstrato figurativo e puro)”, que tem como objetivo primordial a simplificação do real em busca de elementos essenciais. Fixa-se assim uma postura crítica em relação ao real, que rejeita qualquer simplismo.

O próprio Saraiva reconhece três etapas de seu trabalho. Inicialmente, figurativo e preciso, com recurso à cópia, passou para uma representação da natureza, com realce à cor e ao movimento e ênfase ao traçado e as técnicas. Atualmente, o traço do artista, mais solto e espontâneo, permite captar flashes das vivências e ocorrências mais marcantes, além de permitir um maior processo de pesquisa e experimentação.

O segredo da arte de Saraiva está em seu poder de acrescentar sempre algo à imagem ou ao sentimento que é o ponto de partida de seu trabalho. Nesse processo, deixa-se de lado aquilo que é facilmente percebido num primeiro momento. Busca-se um mergulho no cotidiano das pessoas e, para isso, para gerar uma interação, torna-se indispensável, oferecer um algo a mais.

Um exemplo é a tela Nostalgia, que recebeu o Troféu Lúcio Bittencourt 2000 pela Sociedade de Cultura Latina no Brasil. O céu, em amarelo, com um sol pujante, as montanhas em verde salpicado de marrom e os traços das três cores, que sugerem a existência de uma cidade com algumas áreas arborizadas, compõem uma imagem original de uma paisagem, obrigando o espectador a refletir sobre aquilo que vê.

O quadro, exibido na Bienal do Alto Tietê, realizada no Memorial do Alto Tietê, em 2001, evento que reuniu artistas de cidades como Mogi das Cruzes, Suzano, Guararema, Arujá, Ferraz de Vasconcelos e Poá, revela o talento de Saraiva em tornar imagens aparentemente simples e econômicas em densas reflexões sobre o ser/ parecer.

A naturalidade presente nas telas de Saraiva corresponde ao ideal picassiano de transportar o observador de artes plásticas a novas paragens por intermédio de imagens. Para o artista português, o chamado real e as suas emoções são o mote de um mundo bem mais importante que se esconde entre as aparências.

Cada quadro é uma paisagem mental que gera novas dimensões de análise. O que está na tela não é o referente concreto, mas o ultrapassa. Ver o mundo pelos traços de Saraiva é, portanto, mergulhar numa nova realidade. Suas cores e formas apontam sempre para outra coisa, para a porta entreaberta, para os grãos de areia que escapam entre os vãos dos dedos. Apontam assim para o intangível e tocam na essência de cada um de nós.

Oscar D’Ambrosio é jornalista, crítico de arte e autor de Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus (Editora UNESP).

Ficha Positiva:

Se tivéssemos uma palavra para definir as obras de Carlos Saraiva esta palavra seria intelectualidade, suas obras definem um ambiente que você conhece, mas que por vias de fato até não compreende no primeiro olhar e quando se volta percebe o quanto são atraentes nos levando da ilusão ao mundo real, movendo sentimentos e emoções,  conceitos negativos em suas obras definitivamente não existem, suas mãos em suas imagens expressadas aponta nossos desejos de possuir. de interagir.

Ficha Negativa: 

Nada consta contra esta obra, a mesma foi certificada pelo próprio autor e se encontra retratada em suas sociais, estando presente em seu acervo de obras criadas e qualquer discrepância que desabone no que se refere a sua integridade, pode ser notificado nesta mesma página, no ícone de advertência disposto logo acima da imagem principal ou nos comentários ao final desta página.

Atenção: Avaliadores, autores e profissionais podem ser beneficiados, caso os mesmos apresentem comprovação que venha a ser agregada a esta certificação, seja por imagens, vídeos, áudio, depoimentos e afins comprovando a autenticidade e veracidade destas informações ou a negação das mesmas, colocando a obra em sua certificação acima de qualquer suspeita.

Tema da Obra: 

Conforme retratado pelo próprio autor, esta é uma obra gestual sobre as cores, formas e ritmos do brasileiros, em uma perspectiva pictórica, sendo composta gestualmente, como uma descarga produzida no momento e baseada na experiência e percepção adquiridas e expressadas através das cores, formas e pinceladas rápidas. Você pode ver uma cidade repleta de arranha-céu, você pode encontrar rostos e formas que a obra induz a sua mente a recria-las estimulando a interação do espectador, alguns podem não ver nada, outros podem cores vivas ou não, ver riqueza ou não, independentemente do que ver, será a obra que estará mostrando o que existe dentro de você em abundância.

RESUMO DA OBRA:

Quanto ao Carlos Saraiva no que se refere a obra de arte e em seu trabalho “Aquarela” o mesmo apresenta habilidade em suas técnicas versáteis, algo típico de uma mente brilhante e que assimila com altivez detalhes perceptíveis para pessoas sensíveis, representando esta obra uma grande oportunidade de investimento e a garantia de se ter uma verdadeira obra de arte a disposição para a permanente apreciação e valorização, típica de uma obra certificada de um artista talentoso.

Esta obra se encontra disponível para a aquisição de novos investidores, podendo você utilizar o campo de contatos ao lado ou solicitar apoio diretamente para a equipe do PRONEC, tornando assim a sua aquisição em uma negociação segura em um investimento duradouro, realmente é uma oportunidade única para quem promove este investimento.


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