Carlos Saraiva ou Antonio Carlos Mongiardim Gomes Saraiva

Carlos Saraiva

Português, Antonio Carlos Mongiardim Gomes Saraiva ou no mais conhecido Carlos Saraiva nasceu em Lisboa em 1957 sendo residente no Brasil desde 1995. Professor e tradutor da língua francesa. Artista Visual e Escritor de mais de cinco livros entre eles publicados no Brasil, o Entre o Céu e a Terra (2012), Uma Dieta Quântica (2013), Imagens e Escritos (2014), Terras da Irmandade (2017) e Textos e Contextos (2018). Publicou uma Poesia Literária Européia (Single) – Phoenix (2014). O autor em Anthologies Logos – Phoenix, Revista eisFluências e Portal CEN (Portugal / Brasil).

Áreas de Abordagem

Administração de Negócios, Arte, Artes visuais e Performance, Bancos e Finanças, Biologia, Ciência (Geral), Ciências Atmosféricas e Meteorologia, Ecologia, Economia, Educação, Empreendedorismo, Ensino e Treino de Educação Física, Filosofia, Finanças, Geografia, Geologia, Geral, História, Humanidades e Estudos Humanísticos, Internet, Jornalismo e Comunicação Social, Literatura, Marketing de Negócios, Negócios Gerais, Processamento de Dados, Psicologia, Publicidade, Radio/Telejornalismo, Radiodifusão por Rádio e Televisão, Saúde, Sociologia, Tecnologia Militar, Tradução de Patentes, Transportes, Videojogos e Apostas, Jogos Eletrônicos, Jogos de Azar.

PT, FR, ES> PT (Portugal e Brasil)

Tradutor de francês, espanhol e inglês (português nativo, residente no Brasil desde 1995).

Artista Plástico e Escritor.

Trabalha na área de uso da língua Francês, Inglês Espanhol e Português (nativo)

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:

Tradutor (15 anos):

Translated.net, Rome, IT

One Hour Translation – Nova Iorque – EUA

Tradutora Internacional de Certificação – One Hour Translation, NY, EUA

Ferramentas: MateCat

Professor de francês (15 anos):

Curso de Francês – P.N.L. (Progressão Neuro)

Escritor:

Poesia, Ensaios, Histórias e Pensamentos.

Conquistas:

Mais de cinco (5) livros publicados no Brasil.

Habilidades:

Domínio da língua portuguesa.

Artista Plástico

Pintura de sinal

Expressionismo

Abstrato

Conquistas:

Displays e exposições no Brasil e no exterior.

Habilidades:

Prêmios e prêmios obtidos desde 1995.

Professor de francês

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

Instrumentação de Curso Francês

Professor de francês:

Etapas Idiomas

Cursos de Francês

Idiomas do Assistente – 1998

Cursos em francês – Método P.N.L.

Bancário:

Banco Pinto & Sotto Mayor – Lisboa

Responsabilidades:

Área pessoal

Transações com Câmbio Estrangeiro

Área comercial

EDUCAÇÃO:

UNIUBE – Universidade de Uberaba

Licenciatura em Português / Inglês

3º ciclo – francês e inglês

Escola Militar – Lisboa

1968 a 1976

COMPETÊNCIAS E COMPETÊNCIAS:

Tradutor Internacional de Certificação – OneHourTranslation, NY

LINKEDIN: https://www.linkedin.com/in/antonio-carlos-mongiardim-gomes-saraiva-6652755b

Algumas obras atribuídas

As paisagens mentais
O mestre espanhol Pablo Picasso já alertava que “A arte torna-se uma mentira que nos faz ver a realidade”. Em poucos casos a máxima é tão verdadeira quanto na pintura do português Carlos Saraiva. Em suas telas, a realidade é apenas o ponto de partida para uma distorção pictórica e visual que obriga o fruidor a ver o mundo circundante com novos olhos.

Nesse processo, quando o observador tira os olhos da tela, percebe que a fatia que consegue captar do mundo é ínfima. Apenas ampliando seus sentidos, como ocorre por meio da arte, ele consegue captar filigranas de sonho e de fantasia num mundo que tantas vezes se revela árduo e intransponível à sensibilidade e à inteligência.

Nascido em Lisboa, Portugal, em 9 de setembro de 1957, Saraiva, filho de um oficial do exército português, viajou pelas províncias ultramarinas lusas, até o falecimento do pai, em 1967. Acumulou assim passagens de três anos na Índia e cinco anos em Angola, além de períodos passados no Egito, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Saraiva viajou ainda pelos Estados Unidos, Finlândia, Espanha, França, Itália e Tunísia, acumulando um amplo repertório. Embora demonstrasse talento para o desenho, ele confessa que nunca pensou em ser artista plástico. Talvez por isso, sua carreira começou apenas, em 1982, em Portugal.

Oito anos depois, casou-se com uma brasileira, passando a morar no Brasil, em Mogi das Cruzes, SP, definitivamente, a partir de 1995. Paralelamente ao seu trabalho com as tintas, Saraiva é professor de artes marciais (Karate-do). “Ele é minha filosofia de vida. Procuro nele o equilíbrio e a energia necessárias para toda a minha conduta e minha carreira artística, principalmente no que diz respeito à criatividade”, afirma.

Nas primeiras exposições, quando o artista apresentava um trabalho mais figurativo e com grande apelo a questões ligadas à natureza, ele teve como maior incentivador o dramaturgo e romancista português Romeu Correia, que escreveu: “O verde e o castanho escuro estão sempre presentes em sua obra, lembrando o afeto pelo reino vegetal e pela terra-mãe.”

Correia define Saraiva como “criador de paisagens mais mentais que observadas”. A afirmação permanece atual, embora o artista realiza hoje um trabalho mais conceitual, enraizado e vivido pelas experiências pessoais, geralmente levadas à tela em pinceladas gestuais e rápidas. “São descargas emanadas em momentos aleatórios. Não há projetos pré-definidos e a fluidez dos traços é orientada para uma conclusão através de estímulos”, diz. “À medida que vou pintando, componho as cores e traços, procurando uma harmonia satisfatória.”

O próprio Saraiva relaciona seus pincéis com outras artes, como as partituras. “Presumo que esse processo seja semelhante ao vivido por aquele que compõe música”, declara. E também com a literatura: “Depois de concluir a obra, faço uma releitura do trabalho e quase sempre escrevo algo sobre o que fiz.”

Brota de todo esse compromisso artístico com a qualidade, a beleza e a expressão um estilo contemporâneo, que Saraiva chama de “expressionismo gestual (abstrato figurativo e puro)”, que tem como objetivo primordial a simplificação do real em busca de elementos essenciais. Fixa-se assim uma postura crítica em relação ao real, que rejeita qualquer simplismo.

O próprio Saraiva reconhece três etapas de seu trabalho. Inicialmente, figurativo e preciso, com recurso à cópia, passou para uma representação da natureza, com realce à cor e ao movimento e ênfase ao traçado e as técnicas. Atualmente, o traço do artista, mais solto e espontâneo, permite captar flashes das vivências e ocorrências mais marcantes, além de permitir um maior processo de pesquisa e experimentação.

O segredo da arte de Saraiva está em seu poder de acrescentar sempre algo à imagem ou ao sentimento que é o ponto de partida de seu trabalho. Nesse processo, deixa-se de lado aquilo que é facilmente percebido num primeiro momento. Busca-se um mergulho no cotidiano das pessoas e, para isso, para gerar uma interação, torna-se indispensável, oferecer um algo a mais.

Um exemplo é a tela Nostalgia, que recebeu o Troféu Lúcio Bittencourt 2000 pela Sociedade de Cultura Latina no Brasil. O céu, em amarelo, com um sol pujante, as montanhas em verde salpicado de marrom e os traços das três cores, que sugerem a existência de uma cidade com algumas áreas arborizadas, compõem uma imagem original de uma paisagem, obrigando o espectador a refletir sobre aquilo que vê.

Oscar D’Ambrosio

O quadro, exibido na Bienal do Alto Tietê, realizada no Memorial do Alto Tietê, em 2001, evento que reuniu artistas de cidades como Mogi das Cruzes, Suzano, Guararema, Arujá, Ferraz de Vasconcelos e Poá, revela o talento de Saraiva em tornar imagens aparentemente simples e econômicas em densas reflexões sobre o ser/ parecer.

A naturalidade presente nas telas de Saraiva corresponde ao ideal picassiano de transportar o observador de artes plásticas a novas paragens por intermédio de imagens. Para o artista português, o chamado real e as suas emoções são o mote de um mundo bem mais importante que se esconde entre as aparências.

Cada quadro é uma paisagem mental que gera novas dimensões de análise. O que está na tela não é o referente concreto, mas o ultrapassa. Ver o mundo pelos traços de Saraiva é, portanto, mergulhar numa nova realidade. Suas cores e formas apontam sempre para outra coisa, para a porta entreaberta, para os grãos de areia que escapam entre os vãos dos dedos. Apontam assim para o intangível e tocam na essência de cada um de nós.
Oscar D’AmbrosioOscar D’Ambrosio é bacharel em Letras (Português-Inglês), mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Unesp, câmpus de São Paulo, pós-graduado em LIteratura Dramática na ECA-USP. É critico de arte, integrante da Associação Internacional de Críticos de Arte (Aica – Seção Brasil), e jornalista, coordenador de imprensa da Assessoria de Comunicação de Imprensa da Unesp. Publicou, entre outros, Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus (Editora Unesp)

Artigos Relacionados

thumbnail
hover

Fabiana Kaled

Definitivamente por onde Fabiana Kaled passa, tudo se transforma em arte, as flores brotam das paredes, quadros e murais se destacam em suas...

thumbnail
hover

Inos Corradin

A pintura de Inos Corradin é uma dádiva feita de infância e magia, uma luz e uma sombra que nos envolve e nos fazem sonhar. São telas di...

thumbnail
hover

O que é um CAP –...

Colecionador, exija a Certificação CAP de suas obras, você mesmo pode emitir, devendo inseri-llas com um patrimônio de sua instituição...

Deixe um comentário para nós